sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Prefeito de Pedro Avelino tem o mandato cassado

Tribunal Regional Eleitoral cassou hoje o prefeito do município de Pedro Avelino, Sérgio Cadó. Ele é do PMDB.
Quem deverá assumir o cargo é o presidente da câmara municipal.
Henrique Alves culpa Lula por queda: "Pede voto para
Robinson, um sujeito que ele nunca viu"
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Matéria da Folha de SP destaca discurso de candidato do PMDB se queixando de ex-presidente. Para PT, Henrique que fez "essas escolhas"
Um dos momentos chaves do debate eleitoral desta quinta-feira foi quando Robinson Faria (PSD) perguntou a Henrique Eduardo Alves (PMDB) quem era o candidato que o peemedebista apoiava para a presidência da República: Dilma Rousseff (PT) ou Aécio Neves (PSDB). O questionamento, que ficou sem resposta, expôs a difícil situação em que Henrique vive hoje, que vive uma relação de amor e ódio constante: amor ao defender o partido que acolhe Michel Temer (PMDB) como candidato a vice presidente e ódio por ver a sigla apoiar Robinson Faria – e conseguir votos para ele – no Rio Grande do Norte.
E neste momento de segundo turno, inclusive, parece que essa relação dúbia ficou ainda mais forte. Afinal, o mesmo Henrique que coloca o vice-presidente Michel Temer para elogiá-lo durante o programa eleitoral, critica o ex-presidente Lula por estar no programa eleitoral do adversário pedindo voto para Robinson. A situação é tão conflituosa que chegou até a ser noticiada no jornal Folha de São Paulo, baseado em um discurso queixoso que Henrique fez sobre Lula na cidade de São Gonçalo do Amarante, Grande Natal.
"Eu vejo agora, para minha tristeza, o presidente Lula na televisão pedindo votos a governador para um sujeito que ele nunca viu na vida dele", afirmou Henrique em trecho do discurso destacado na matéria da Folha, destacado pelo jornalista Daniel Carvalho. "Eu acho que ele só viu o candidato Robinson naquele dia em que, a pedido do PT, ele foi fazer a gravação. Se amanhã passarem numa calçada Lula e ele, eu acho que Lula nem vai mais se lembrar da cara dele", ironizou Henrique em outro trecho do discurso.
Segundo a Folha, Henrique Eduardo Alves, que é o presidente da Câmara Federal, em Brasília, tem culpado Lula de forma rotineira. "De favorito a azarão nas eleições ao Governo do RN, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), já escolheu um culpado para seu eventual fracasso nas urnas: o ex-presidente Lula", escreveu o jornalista nas primeiras linhas da matéria, intitulada "Candidato ao governo do rn, presidente da Câmara se queixa de Lula".
Fonte: Jornal de Hoje
No RN, Henrique Alves evita falar em voto em Dilma
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MURILO RODRIGUES ALVES - ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), candidato a governador do Rio Grande do Norte, se esquivou de responder, num primeiro momento, em quem votará para presidente da República neste domingo. "Não sei se a Dilma é a candidata dele. Ele tem dois candidatos: ora é Dilma, ora é Aécio", provocou Robinson Faria (PSD), adversário que desbancou a liderança de Alves, segundo as últimas pesquisas.
Faria aproveitou a deixa para ressaltar, ainda no primeiro bloco do debate da TV Cabugi, afiliada da Globo no Estado, que conta com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como seu cabo eleitoral. Lula gravou antes do primeiro turno um vídeo de apoio a Faria, de oito minutos, o que irritou Alves e a cúpula do PMDB. A campanha de Faria ainda continua usando o depoimento do ex-presidente. No Rio Grande do Norte, o PT apoia o candidato do PSD. O acordo com o PMDB, porém, era que Dilma e Lula não apoiariam abertamente nenhum dos dois candidatos.
Alves recebeu o apoio de Aécio no primeiro turno: o PSDB faz parte da coligação de 17 partidos da candidatura dele. No entanto, ele tem se posicionado como eleitor de Dilma, ressaltando que o PMDB ocupa com Michel Temer o cargo de vice-presidente. Mesmo assim, nos eventos de campanha de Alves nesta última semana era cada vez maior o número de militantes e simpatizantes de Aécio.
Aécio lidera com nove pontos de vantagem sobre Dilma
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Aécio Neves seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse hoje, afirma Sensus
Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff.
Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. "Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação", afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.
De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.
Para conquistar os indecisos as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB e ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio de Janeiro a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidenta. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os últimos programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque, as pesquisas internas mostram a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.
No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, ao invés de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação – como costumava fazer o partido em eleições passadas -- os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d'água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter á frente do tucano no Estado.
PESQUISA ISTOÉ/Sensus
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR-01166/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – De 21 a 24 de outubro
Margem de erro - +/- 2,2%
Confiança – 95%

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Veja: Dilma e Lula sabiam de tudo, diz doleiro à PF

Capa - Edição 2397
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba.
O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
- O Planalto sabia de tudo!
- Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
- Lula e Dilma, respondeu o doleiro.
Governo segura divulgação de dados que podem
afetar campanha de Dilma
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Estatísticas sobre 7 milhões de alunos e resultado da arrecadação de tributos em setembro ficam para depois da eleição. Órgãos responsáveis apontam questões administrativas, técnicas e legais para justificar adiamento
Por decisão do governo federal, o país chegará ao segundo turno da eleição presidencial no domingo sem ter dados atualizados sobre o desempenho dos alunos em português e matemática e a arrecadação de tributos, estatísticas potencialmente negativas para a campanha da presidente Dilma Rousseff.
Como a Folha informou, também só serão divulgados depois da eleição dados sobre o desmatamento e um novo estudo sobre o contingente de pobres e de miseráveis.
Avaliações independentes ou informações oficiais já publicadas sinalizam que os indicadores mostrarão piora nessas duas áreas.
Diferentes instituições do governo Dilma Rousseff responsáveis por esses dados apontam questões técnicas, administrativas ou legais para explicar o que houve.
No caso da educação, tradicionalmente até agosto são apresentados os resultados de um exame nacional aplicado, a cada dois anos, a mais de 7 milhões de alunos.
Em setembro, o Ministério da Educação divulgou indicador que usa como base a prova de 2013 e a taxa de aprovação dos alunos --o Ideb--, sem mostrar qual foi o resultado em cada âmbito.
Assim, não é possível saber como está o nível atual dos estudantes brasileiros em português e matemática.
Por meio de dados secundários do próprio ministério, é possível estimar que os estudantes do ensino médio tiveram notas piores na prova nacional, mas menor reprovação nas escolas.
Os colégios nesse nível de ensino são mantidos majoritariamente pelos Estados, mas cabe à União induzir melhorias no sistema.
t/2014
ás 10:18
Publicado por Robson Pires na categoria

Câmara dos Deputados alivia multas para quem desvia verba pública

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A Câmara dos Deputados aprovou de forma discreta, na semana passada, uma medida que anistia parte das dívidas de condenados por desvios de recursos públicos.
Pelo texto da Medida Provisória 651, que ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção da presidente Dilma Rousseff, as cobranças contra gestores que cometeram irregularidades vão ser pagas com redução ou até exclusão de juros e multas, e poderão ser parceladas em até 15 anos.